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Conágua Ambiental

27 de outubro de 2026

Análise de água de poço artesiano: o que é analisado, quanto custa e onde fazer em Goiânia

Técnica de jaleco coletando água na torneira de um poço em propriedade rural, ao lado de uma caixa térmica com frascos de amostra no gelo

Água de poço pode ser cristalina e, ainda assim, não ser potável. Bactérias, nitrato e boa parte dos metais não mudam cor, cheiro nem sabor — só aparecem em laboratório. Se você já decidiu analisar a água do seu poço e está procurando onde fazer, este artigo explica o que é analisado, por que o valor varia tanto de um orçamento para outro e como é feita a coleta.

Por que analisar a água do poço

  • Contaminação microbiológica: poço mal vedado, laje de proteção trincada ou fossa próxima deixam entrar bactérias de origem fecal;
  • Nitrato: costuma indicar influência de esgoto ou de fertilizantes e é especialmente arriscado para bebês;
  • Ferro e manganês: comuns em água subterrânea, causam manchas em louças e roupas, gosto metálico e incrustações;
  • Exigência legal: quem abastece outras pessoas com água de poço precisa de laudo periódico pela Portaria GM/MS nº 888/2021.

O que é analisado

Parâmetros microbiológicos

Coliformes totais e Escherichia coli. A E. coli indica contaminação fecal, e o padrão é ausência em 100 mL. É a análise mais importante para quem bebe a água do poço.

Parâmetros físico-químicos básicos

pH, cor, turbidez, condutividade, dureza, ferro, manganês, nitrato, nitrito, fluoreto, cloreto e sólidos dissolvidos, entre outros. Eles mostram se a água tem aparência e composição adequadas e ajudam a diagnosticar problemas no poço e no reservatório.

Análise completa da Portaria 888

Inclui também os parâmetros inorgânicos (metais como arsênio, chumbo, cádmio e mercúrio), orgânicos e agrotóxicos do padrão de potabilidade. Para quem opera uma solução alternativa coletiva — condomínio, escola, indústria com poço —, esses “demais parâmetros” são exigidos a cada seis meses, e a água bruta do poço também precisa ser analisada semestralmente (art. 42). Detalhamos essa frequência no artigo sobre laudo de potabilidade.

Quanto custa a análise de água de poço

Não existe preço único porque “análise de água” cobre produtos bem diferentes. O que muda o valor:

  • A finalidade do laudo: confirmar a potabilidade para a família, atender à Vigilância Sanitária como solução alternativa coletiva, uma indústria de alimentos ou uma exigência de licenciamento pedem conjuntos de parâmetros diferentes;
  • A quantidade de parâmetros: um pacote microbiológico com físico-químicos básicos é muito menor que a análise completa da Portaria 888;
  • O número de pontos: só o poço, ou também o reservatório e as torneiras de consumo;
  • Quem faz a coleta: com coleta feita pelo laboratório, os frascos certos, o transporte refrigerado e o registro de data e hora já estão incluídos;
  • A recorrência: quem tem plano de amostragem mensal costuma contratar o calendário inteiro, e não análises avulsas.

Por isso, compare orçamentos pelo que eles entregam — mesma lista de parâmetros, mesmos pontos, coleta incluída ou não — e não só pelo valor. Ao pedir o seu, diga para que o laudo será usado: é isso que define o escopo certo e evita pagar por parâmetros desnecessários ou ter um laudo recusado por falta de algum.

Como é feita a coleta

A coleta pesa tanto no resultado quanto a análise. Uma amostra mal coletada pode acusar contaminação que não existe — ou esconder uma que existe. Os cuidados básicos:

  • Frascos próprios para cada ensaio: estéreis para a microbiologia, e com preservante específico para alguns parâmetros químicos. Garrafa reaproveitada invalida a amostra;
  • Ponto de coleta certo: torneira na saída do poço para a água bruta, e os pontos de consumo para a potabilidade — nunca mangueira ou torneira com filtro;
  • Transporte refrigerado e prazo curto entre a coleta e o início dos ensaios, definido pelo método de cada parâmetro;
  • Registro de local, data e hora, que dão rastreabilidade ao laudo.

Kit de teste caseiro substitui o laudo?

Não. Tiras e kits dão uma indicação de poucos parâmetros, como pH ou cloro, e servem para acompanhamento no dia a dia. Eles não detectam a maior parte do que a Portaria 888 exige e não têm validade como laudo. Para valer perante a Vigilância Sanitária, a análise precisa vir de laboratório com sistema de gestão da qualidade conforme a ABNT NBR ISO/IEC 17025 e métodos reconhecidos (arts. 20 e 22 da portaria).

Com que frequência analisar

Para soluções alternativas coletivas, a frequência é a da portaria: mensal para microbiologia, cor e pH, e semestral para os demais parâmetros. Para a casa de uma única família não há obrigação, mas a recomendação é analisar ao menos uma vez por ano e sempre que:

  • o poço for perfurado, aprofundado ou passar por manutenção;
  • houver enchente ou obra próxima, como fossa ou rede de esgoto;
  • a água mudar de cor, cheiro ou sabor;
  • houver casos de diarreia ou outros problemas gastrointestinais na casa.

Onde fazer análise de água de poço em Goiânia

A Conágua Ambiental analisa água de poço há 30 anos. O laboratório fica em Senador Canedo, na região metropolitana de Goiânia, e a coleta é feita pela nossa própria equipe em Goiânia e região — com os frascos certos, transporte refrigerado e laudo técnico assinado e rastreável. Somos acreditados pelo INMETRO (CRL 0239) e habilitados pela ANVISA na REBLAS.

Se o poço ainda não tem outorga, vale ler também o guia de outorga de poço artesiano em Goiás: quem fornece água de poço a outras pessoas precisa dos dois documentos. Para a análise, peça seu orçamento informando a finalidade do laudo.

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